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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Publicado por SAFENDEONLINE | 01:47



De 15 a 29 de junho (deixe-nos assumir que não houve “bocas de urna”), assistimos a uma disponibilidade total dos, na altura, potenciais futuros governantes das nossas cidades dos próximo 4 anos. Falaram mas também ouviram as verdades, angústias e sonhos. Prometeram e prometeram…

Para muitos, seguramente, era a primeira vez que iam a montes, ribeiras, cantos e recantos do nosso Cabo Verde. Escusado será dizer que não é razoável assumir que esse exercício os fez conhecedores do terreno, por varias razões, designadamente pelo facto do tempo ser relativamente curto e o momento muito suspeito. Penso que essa passeata de horas, nunca, mais do que, rigorosamente meio-dia, nãos os torna experts do terreno, falo pelo menos de Safende, certamente essa fasquia requer mais tempo, no mínimo.

Porém pode servir de tubo de ensaio para aquilo que poderemos chamar do Near Governance, que seria uma opção que pautaria por agendar porta-a-porta, palestras locais e encontros dirigidos a grupos muito específicos, nomeadamente, quadros, agentes desportivos, Associações / ONGs, pessoas da Cultura, microfones nas Assembleias municipais mais disponíveis para municipes, etc.  almejando auscultar e de uma forma activa, enquanto se desenrola as medidas concretas para resolver problemas identificados e soluções propostas, sem brigar com o role das Associações estabelecidas e funcionais que servem de ressonância a tais comunidades e ou redes.

O near governance iria concorrer para amortecer o peso do vazio que normalmente se estabelece e o perigo do nirvana que assola os eleitos após as eleições. Outrossim manteria a sociedade civil –que elegeu, portanto o Boss- ao corrente dos desafios fundamentais e prioridades absolutas do desenvolvimento dos respectivos municípios, e não somente a visão dos inquilinos dos paços – que é do povo e para o povo!
Apenas para ilustrar, no anteprojeto de uma iniciativa, vir explicar as pessoas o alcance as consequências, as alternativas e auscultar preocupações das pessoas em relação esta mesma matéria, afinal como se propalou uma sociedade civil empoderada constitui uma mais-valia no processo de desenvolvimento desse arquipélago “diasporizado”.

Aproveito para felicitar os  vencedores e deixo uma palavra de encorajamento aos que não atingiram suas espectativas e que cada um jogue o seu best no papel que o povo lhe reservou.

Então, caros servidores nossos, que a rainha das razões que evocaram para merecer os nossos votos, foi o desejo de servir as pessoas, near governance? Why not?

Imagem: Net
Texto: Dino

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Publicado por SAFENDEONLINE | 11:41

“Eis-me finalmente incorporado às Unidades Especiais. Os 30 dias que restam vão ser minha verdadeira vida. Chegou a hora. O treinamento para a morte me espera: um aprendizado intenso para morrer com beleza. Parto para o combate contemplando a imagem trágica da pátria. Sou um homem entre outros. Nem bom nem mau. Nem sou superior nem sou um imbecil. Sou decididamente um homem.” (Okabe Hirabazau).


Não existe nada, mas nada, maior do que a vida. A vida é sem dúvida o bem mais precioso (a par da honra e dignidade) de qualquer Homem.

Os efemerópteros, particularmente os “paga canderus” ou mariposas são seres vivos que atinge menor tempo de vida na terra (dificilmente vivem mais de 24 horas).


Uma mariposa depois de estar num ovo, ainda depois de estar no estado de larva e finalmente depois de evoluir para lagarta, tece cuidadosamente o seu casulo para se transformar num ser extremamente belo e efémero. Depois de estar brilhante, bela e colorida, a mariposa dificilmente vivi mais do que um dia. O pior é que geralmente se suicida tendo apenas algumas horas de vida.


Comecei este artigo citando uma carta de Okabe Hirabazau, datada em 22 de Fevereiro de 1945. A carta acima foi a última mensagem do piloto japonês Okabe Hirabazau à família antes de ter morrido num ataque suicida com apenas 24 anos de idade.


Os pilotos japoneses incorporando “o vento de deus” (Kamikaze), adoptaram atitudes curiosas. Treinados para o jiao tu, quando faltavam combustível, arremessavam seus aviões contra os navios inimigos.   


Quanto a mim não é catastrófico o suicídio da mariposa, que por estar aficionada pela luz e pelo calor e, ao pretender tocá-la põe fim a sua curta vida. O catastrófico seria o suicídio (seja físico ou intelectual) através de uma política de jiao tu.


A vida nos impõe tomadas de decisões. Todos somos forçados a tomá-las ao longo da vida, mas o mais importante é salvaguardar, sempre, a dignidade pessoal em todas as decisões. É claro que temos o livre arbítrio de, até, estar propositadamente e constantemente errados, mas deve-se a todo o custo salvaguardar a dignidade evitando deste modo ser cadáver social.


JIAO TU é o termo que deu origem a frase TERRA QUEIMADA. Uma pessoa sem dignidade é sem dúvida aquela que ao morrer fisicamente ou socialmente tenta arrastar consigo tudo o que está a volta.  


Somos mais de 6000 safendense e mais de 6000 forma de pensar, estar e agir. Em safende existe mais de 6000 intelectuais, que de várias formas idealizam o seu bairro. Talvez em safende exista mais de 6000 opções de estar na vida. 
Em Safende existem doutores, pedreiros, padeiros, professores, carpinteiros, taxistas, enfermeiros, políticos, esqueitistas, ciclistas, fisiculturistas, engenheiros, peixeiras, pescadores, pugilistas, religiosos, ateus, thug life, enfim, várias opções de vida. Quanto a mim escolhi ser político e acredito nunca ter decepcionado o meu bairro.

Apreendi ainda adolescente que o importante não é ser doutor ou pedreiro, mas sim ser sempre melhor naquilo que fazemos. Quanto a mim ser político não significa depender dela para viver ou sobreviver, antes de mais significa tomar ou influenciar decisões em benefício duma sociedade ou uma comunidade.

É com alegria que lembro do dia que um dos filhos de Xima me ter dito que queria ser político. Fiquei orgulhoso e senti que tinha a responsabilidade de em situação alguma o decepcionar.


Ainda criança decidi ser político, sim ser político e, hoje aos 28 anos vejo que não envergonhei por um minuto os safendenses. Fui o primeiro safendense a estar na assembleia municipal, por várias vezes assumi o secretariado da mesa dessa assembleia, e por nenhum momento deixei ficar mal os safendenses. Coordenei a maior juventude partidária na Praia e fiz parte da comissão política nacional dessa juventude partidária, mas não existe uma única pessoa capaz de apontar-me uma nódoa sequer. É vestida dos mesmos valores que até hoje estimo por serem as correctas que pondero seriamente a minha candidatura a liderança dessa juventude partidária a nível nacional.  


É com profunda satisfação que vejo os meus primeiros passos no ofício que ainda criança escolhi. Se um dia, por um erro ou por não conseguir ser mais-valia, vir a sentir a minha morte no ofício que escolhi, não levarei comigo o bom nome dos moradores de safende. Não praticarei sob hipótese alguma a política de terra queimada.


Também não levarei a descrédito a minha entidade empregadora, nem nunca fecharei portas ao associativismo em safende. Em todas as actividades da vida a melhor decisão quando se está a estorvar é a retirada. Sair antes de levar consigo tudo ao redor é a atitude corajosa e digna que muitos infelizmente não tomam, escolhendo praticar o Jiao Tu, fechando portas, descredibilizando instituições, decepcionando a sociedade e as comunidades.

Acredito que Safende tem sido digna na forma que encara o associativismo. Safende é sem dúvidas um exemplo na prática do voluntariado, contrapondo com muitos bairros e lugares onde as portas já se fecharam a muito tempo.

Sinto orgulho em fazer parte desse bairro. Safende tem tido grandes vitórias ao longo dos tempos. Hoje temos líderes em quase todos os quadrantes da sociedade e que por opção escolheram permanecer no bairro. Vencemos a má fama. Agora somos apontados como bom exemplo. Comparo Safende com uma cidade por onde sobrevoam inúmeras aeronaves. Agora falta a cada safendense evitar que as aeronaves destruam a nossa cidade.

Que cada um, lá onde escolheu estar, tenha a noção de que é um pequeno deus por ter uma aeronave nas mãos. Que cada um tenha a noção que nem sempre dá para manter a aeronave nos céus. As vezes ela terá que cair, mas cabe a cada um, lá onde escolheu contribuir, escolher levar a aeronave em queda ao deserto ou a cidade.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Publicado por SAFENDEONLINE | 19:48
Sábado, dia 08, concentrason 6h30 de cedo na escola de Safende!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Publicado por SAFENDEONLINE | 09:02


Mais um Praia Boxe e Safende alcançou dois campeões…temos Natalino nos 49kg e Gerson 56 kg, curiosamente dois irmãos. Parabéns aos dois pugilistas amadores. Numa altura em que vem engrossando coro para exigir capital disto e daquele outro em Cabo Verde…Praia Capital, Mindelo, capital da cultura, Sal tem o capital da musica, Assomada capital da Txackota eleitoral, pensamos ser justos o titulo de Safende, Capital do boxe!

Imagem: Iaco
Texto: Dino

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Publicado por SAFENDEONLINE | 22:35
Vejo com particular satisfação o desempenho da ASDS no desenvolvimento de Safende. Em 2010 essa associação estava dando os seus primeiros passos, mas ao contrário de um bebé dependia unicamente de si para vencer e se afirmar.

Ela não era rica e nem tinha parentes afortunados que pudessem sustê-la, mas contava consigo mesmo, com o apoio dos seus membros que muitas vezes deram até do que não tinham por genuíno amor ao bairro que a todos nós serviu de berço.

Lembro com grande clareza o esforço feito para realizar os dois festivais em comemoração a Santa Teresinha. Recordo de termos (eu e Calos) saído várias vezes, a pé, num sol abrasador, fazendo percursos como, Safende/Plateau, Plateau/Safende, Safende/ASA, ASA/Safende, etc.

Recordo por exemplo da desistência de um dos artistas no primeiro festival alegando que só actuaria mediante pagamento. Depois de muita insistência e depois de “fia” grogue em algumas lojas, finalmente conseguimos ter uma actuação, confesso, das melhores nesse festival.

Por várias vezes artistas nos pediram água para beber sem termos nenhum recurso, nem da associação, nem pessoal, para responder ao pedido. Mas como a ASDS teve nesses momentos pessoas com espírito de abnegação sempre foi possível satisfazer o mínimo, mesmo quando o mínimo era maior do que nós.
      
Lembro me de uma vez ter lido na parede de uma casa em Tira Chapéu que “Um super herói não é aquele que vence batalhas com super poderes, mas sim aquele que sem nenhum poder faz grandes milagres.

A ASDS tem sido autentico super herói, na medida em que, é super heróico fazer um festival com 15 000 CVE, é super heróico não ter recursos e financiar o ensino a várias crianças, é super heróico não ter vencimento e dar tudo de si para os outros, é super heróico não ter dinheiro e ter uma sede, é super heróico ter que trabalhar 12 horas por dia e ter uma família para cuidar e dar os dias de descanso à comunidade, é super heróico abrir mão do conforto, lazer e até prazer para ver os seus vizinhos viverem melhor. Parece difícil, mas acreditem, não é, basta amar.

Este pequeno artigo não é e, nunca pretendi que fosse um instrumento de culto a ASDS, mas queria através deste mostrar aos moradores que não é necessário ter muitos recursos para termos uma grande associação. As vezes pode se cogitar ou até conspirar que se fez pouco, mas quando vermos às condições que se teve, muitos não hesitariam a reconhecer, aplaudir e dar o seu contributo.

Altino FERREIRA