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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Publicado por SAFENDEONLINE | 09:55

 

“A delinquência juvenil tem-se tornado num problema muito grave e com consequências preocupantes na sociedade nos últimos anos. Em grande parte dos espaços públicos, foram instaladas câmaras de vigilância, com o objetivo de combater o crime”.



A população vive com o credo na boca. O sossego parece já fazer parte da história. Os tribunais conhecem cada vez mais casos de furto, posse de armas e de drogas, agressão e abuso sexual praticados por jovens que ainda não atingiram a idade adulta.

O fenômeno é global e antigo, mas, em Cabo Verde ganhou um termo próprio “kasubodi” praticado pelos denominados “tugs” e não só.

A delinquência juvenil é o resultado da combinação de vários fatores de risco e de falta de respostas em termos socioeconómicos. Ela ocorre em todas as sociedades, onde os valores negativos de violência, agressão, competição acirrada e o consumo, se encontram impostos sobre os valores supremos da sociedade, como a tolerância, a solidariedade e a justiça.

Os comportamentos antis-sociais praticados por menores que se presencia no país continuam na ordem do dia dos Safendenses e, aparentemente sem um fim à vista.

Talvez por existir cada vez mais informação sobre as práticas destes jovens, na sua grande maioria inadaptados ou simplesmente necessitados de bens essenciais, aparecem agora vozes que tentam sensibilizar a opinião pública para a solução desta questão, tarefa tremenda quando não existe vontade nem sensibilidade por parte dos sucessivos Governo e das outras instituições competentes.

 

No segundo encontro do Conselho de Governança Comunitária, realizado no passado 13 de novembro, em Alto Safende o comandante Luiz Barros, definiu a Segurança como sendo um estado de normalidade que permite um ser humano usufruir dos direitos enquanto cidadão.

“Temos vários problemas ligados a questão de segurança, e até este momento posso dizer que falar da segurança é falar de insegurança, isto porque, nunca vamos conseguir viver numa segurança plena” sublinhou o Comandante.

Neste seguimento, o mesmo disse que não se pode falar da Segurança sem falar da violência e da Criminalidade, uma vez que são três aspetos que coloca em causa a normalidade da sociedade.

No que diz respeito as causas que motivam a criminalidade, o mesmo sublinhou a pobreza, a exclusão e desigualdade social, falta de oportunidades, ganancia, a impunidade, o desemprego, abandono escolar, fácil acesso as armas, vida de cidade e entre outras.

Educadores explicam o fenômeno

Segundo a mãe e educadora Marlene Barbosa “os adolescentes, geralmente, acabam por tomar atitudes por conformismo ou obediência, ou seja, por pressão social direta ou indireta do grupo a que pertencem. Uma pessoa acaba por mudar o seu comportamento para seguir as crenças e os valores desse mesmo grupo”.

Marlene Barbosa explica ainda que “nestes casos, na educação de todos os seus filhos sempre tentou resolver as coisas da melhor maneira, sem pressionar, porque no início o adolescente acha que está a ter os comportamentos corretos, e se o pressionarmos ou tentarmos resolver as coisas de uma forma menos correta, pode originar a revolta do adolescente, e só piorar as coisas”.

De acordo com Cardoso (2012) “à força de tanto presenciarem comportamentos recrimináveis pela sociedade (tráfico de droga, resolução de conflitos com recurso à agressão, furto, delinquência juvenil), os pré-adolescentes oriundos de meios problemáticos têm uma grande dificuldade em falar do bem, ou de sequer tentar seguir outro caminho que não o da criminalidade”.

Para a psicóloga Maria Gomes “na delinquência juvenil o principal foco é o indivíduo e a compreensão dos seus comportamentos. Delinquência juvenil é comportamento antissocial, ou seja, todo o comportamento em que o indivíduo viola as normas do sistema social. Não aceita os códigos de conduta e de ética que a sociedade exige e trata de fazer cumprir”.

Maria Gomes salienta que “podemos dizer que quando um indivíduo tem pouco controle do seu problema, e tem mais probabilidade de passar para a delinquência juvenil”.

Para a psicóloga, a família tem um papel relevante nesse conceito porque se ela for desestruturada, onde não existe respeito pelos pais ou um clima de afeto, maus tratos, isso condiciona para com essa criança se possa tornar num jovem sem orientação dentro da família e nem preparada para lidar com os seus problemas acabando por procurar lá fora mecanismos de satisfação.

Maria Gomes aconselha aos que lidam com os adolescentes a ter grande atenção. “Não vale a pena reprovar a maneira de vestir ou de pentear do adolescente; não dizer ao adolescente que tem maus colegas, não vai mudar de opinião relativamente aos seus colegas, pelo contrário, protege-os. Nunca se deve argumentar, dizendo que o adolescente em grupo faz coisas que sozinho não teria coragem de fazer”.

A delinquência atinge, seu ponto máximo entre os 13 e 15 anos de idade, pois, é um período no qual o menor tende particularmente a se relacionar com os outros colegas da mesma idade na qual se sente desafiado a praticar tudo o que os outros fazem para se sentir igual aos outros. A sociedade cabo-verdiana vive uma geração em que existem inúmeras festas onde proliferam as bebidas alcoólicas e, muitas vezes drogas.

Maria Gomes conclui chamando a atenção para a influência dos grupos em que se está inserido e que muitas vezes influencia os comportamentos que o indivíduo. Nem sempre as decisões ou atitudes que os adolescentes tomam, são por vontade própria, na maioria dos casos são influenciadas pelos amigos. Existem, também, casos em que estas decisões ou atitudes são obrigadas.

 

Vítima na primeira pessoa

Cristina Pereira afirma que foi assaltada 2 vezes nos últimos dois meses, à luz do dia. Acrescenta que desde então, teme por andar na rua com medo do que lhe possa acontecer. Considera que quase nenhuma zona da cidade da Praia é segura para se andar à noite por causa da violência e dos assaltos.

A crescente criminalidade e a impunidade têm como uma das consequências mais visíveis a sensação de insegurança e de medo na população que, cada vez mais, busca mecanismos próprios de proteção: grades nas janelas, portas trancadas, carros blindados, armas de fogo e sistemas de segurança privada fazem parte do quotidiano de uma parcela da população que busca se proteger a todo custo.

Esta forma de vida tornou-se numa espécie de rotina. Há coisas simples, mas também há situações complexas. E o combate à criminalidade é uma dessas situações complexas.  A delinquência juvenil é mais um desafio, a que os cabo-verdianos terão de continuar a enfrentar nos próximos tempos.

 

O jovem Wily Lopes, diz que não é de estranhar os atos de criminalidade no bairro, sendo que que há presença de muitas caras estranhas nunca visto antes, em que alguns são dos bairros. O entrevistado relata a preocupação em aumento de “kasubodi” principalmente em arredores de monte Gazela e arredores de chafariz, nunca antes visto.

Afinal de quem é a responsabilidade? As famílias? Ao governo, ou a sociedade?

 

A recuperação

Emerson Correia (nome fictício), um jovem de 25 anos, que há dois anos era visto como um delinquente, resolveu mudar de vida para se tornar numa pessoa melhor, buscando a melhor forma de corrigir os seus erros para dar à sua mãe orgulho de lhe ter como filho. Emerson afirma que ele é uma das vítimas da sociedade machista, que todas as suas irmãs se tornaram boas mulheres com bons resultados escolares porque tiveram pressão dentro de casa. “Eu sempre não tinha pai dentro de casa e nem presente na minha educação e quem mandava em tudo era eu”.

Lembre se, esta semana o bairro de Safende teve equipa do Policiamento Comunitário no terreno para o mapeamento das zonas de risco no bairro e identificar as possíveis causas do crime nessas áreas.

 

EMarlize  Borges

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Publicado por SAFENDEONLINE | 10:41

 



O ano de 2020  revelou-se um período difícil para o mundo. As estatísticas, cada uma pior do que a outra, confirmam um ano doloroso resultado de uma pandemia que com consequências muito para além do aspeto sanitário, adoecendo inclusive as maiores e mais resilientes economias e expondo ainda mais as fragilidades económicas, sociais e organizacionais dos países mais a sul, sobretudo os países africanos. Por aqui em Safende, não foi diferente.

Cruel coincidência que esta pandemia tenha surgido no contexto de um ano que deveria ser de festa e de celebração dos, 50 anos do surgimento do nosso Bairro Amado. Em vez, as perdas se adicionam e reforçam o sentimento de um ano quase perdido em vários aspetos.

 Foi o ano que tivemos maior número de sempre de jovens vidas ceifadas, vítimas de mortes violentas nas nossas ruas. São eles, Lay, Manu, Djalo e Gil. Acresce a esta dor o facto de que dois destes episódios trágicos tiveram como autores dois jovens do bairro, que agora ocupam a cadeia central.

Foi o ano também em que perdemos uma jovem mãe que deixou bebe recém-nascida; Safende, também ainda chora o desaparecimento físico de dois outros jovens, um resultado de uma acidente de trabalho e outro vítima de um acidente rodoviário quando regressava de mais um dia de faina.

O ano de 2020 levou com ele ainda muitos idosos do bairro, para citar alguns; Nhu Jaime, Nhu João, Dico de Fati, Morreira, esta depois de uma aparente simples queda . Infelizmente, foi o ano em que Safende continuou a registar baixas na nossa incessante guerra contra o álcool e as drogas que continuam a assolar e a destruir famílias, entre recaídas ao vício e à criminalidade e, inclusive a cárcere para alguns mais desafortunados. É muita dor!!!

No que tange ao COVID-19,   acresce à dor coletiva deste 2020 os efeitos da pandemia e do Estado de Emergência a  a fazerem muitos cidadãos aflitos na busca por assistência alimentar. Não será exagero afirmar que em 2020 pairou sobre muitas das nossas famílias  o espetro da fome, trazendo à memória outros horríveis episódios de uma história que julgávamos tão distante…

Foi duro ver pessoas acostumadas a trabalhar e a merecer com muito suor cada pedaço de pão a serem obrigadas a depender de assistência alimentar. Aliás, 2020 foi tão mau que após 3 árduos anos de seca, quase que os praienses e os “safendenses” em particular amaldiçoaram o dia em que a chuva voltou, tamanhos foram os estragos causados pelas chuvas de outubro, com  algumas famílias a quase perderem seus lares e poucas posses que detinham. Foi uma grande desgraça. Inegavelmente!

Felizmente, não  só de desgraças  se tratou o ano 2020. Já dizia o ditado… é na escuridão que brilham as estrelas. Pois, foi neste contexto horrível que vimos cidadãos de Safende a abrirem suas casas em tempo de covid19 para acolher moradores que ficaram sem local para passar a noite; foi neste 2020 que uma moradora abriu mão da sua cesta alimentar a favor da vizinha que ela julgou estar em situação mais difícil; foi neste 2020 que safendenses residentes e na diáspora mobilizaram recursos para acudir ao sofrimento de outros safendenses menos favorecidos; foi em 2020 que muitos bravos safendenses correndo risco de contrair e ou propagar o vírus deixaram suas casas para comprar, embolsar e entregar assistência alimentar e higiénica a outras famílias mais necessitadas do bairro;

Em 2020 os safendenses provaram a sua solidariedade, também com vários incríveis jovens a oferecerem o seu voluntariado a favor do bairro, dia após dia, sem garantia de salario ou subsidio; foi nesta oportunidade que Safende criou e disponibilizou aos seus moradores  um aplicativo personalizado, com a missão de facilitar a solicitação e entrega de auxílios.

Foi 2020 o ano em que mais se mobilizou recurso popular a favor de Safende; foi neste momento que uma empresária fez o maior investimento privado no empoderamento dos moradores em Safende; é neste difícil ano que a equipa do mapeamento comunitário concluiu o diagnóstico colaborativo atualizado, um instrumento de barganha fundamental para o bairro. 

Foi neste ano de 2020 que formamos o maior numero de jovens em Safende; foi nesta situação que erguemos um serviço de acompanhamento escolar informal no bairro, a  abranger crianças e a envolver os adultos e jovens da comunidade; foi neste ano que criou-se, como nunca antes visto, oportunidades de estágios profissionais e desenvolvimento de jovens quadros do bairro.

Foi a primeira vez que Safende recebeu o lançamento de uma empresa e uma plataforma, de serviços liderados por jovens do bairro, por sinal a única do género em Cabo Verde; foi neste ano que deu-se acesso free e ilimitado aos moradores à rede net; 2020 foi o ano em que recebemos a  primeira jovem do bairro a formar-se numa academia militar.

Conseguimos neste ano lectivo o maior ingresso de alunos no ensino superior pela via de uma parceria; mais uma vez resistimos  às diversas tentativas vergonhosas dos partidos políticos de assaltarem o processo comunitário associativo para fins eleitoralistas;

2020 fica marcado pela ousadia ”Smart Safende” que permitiu conectar mais a comunidade e dar maior organização e visibilidade ao Safende digital; foi nesta situação difícil que lançamos o ambicioso processo de formar e informar para proteger Safende da Pandemia, com animadores capacitados por uma especialista enfermeira do bairro; fomos capazes de ousar um conselho de governança comunitária;

A finalizar o ano, Safende vibrou e regozijou-se com ascenção da jovem Evelise que tornou-se na pivot do Jornal da Tarde da Televisão Nacional. 2020 foi o ano de lançamento  da #KazaDamizadi,  um espaço verdadeiramente da comunidade, liderado pela comunidade, que vive, conhece e faz o dia-a-dia comunitário!

É isto, Safende2020, onde abundou a desgraça superabundou a graça. Provamos ser um bairro resiliente e resistente. E não estamos satisfeitos! Queremos e sentimos que podemos fazer mais. Que os moradores merecem mais! E este ano 2021 que se abre vai ser o ano da comunidade total. Todos os recursos tangíveis e intangíveis do bairro serão desafiados a estarem ao serviço dos moradores. Não pode haver dispersão inútil. Pois o potencial de Safende zona amada é ilimitado e não se pode tolerar laxismo ou conformismo. Seremos para sempre Safende, o bairro que se impôs pela saudável rebeldia, pois a comunidade é a materialização concreta das lutas e resistências e conquistas dos moradores.


Dino Gonçalves

Publicado por SAFENDEONLINE | 06:57

  


Para abrir o ano de 2021 a associação comunitária amigos de Safende cria 5 novas ofertas de pequenos cursos visando empoderamento pessoal e social dos jovens e moradores. Por enquanto, as ofertas são Fotografia para amadores e iniciantes (ver aqui); Atendimento ao cliente em contexto comunitário (ver aqui); Ética nas organizações e na intervenção comunitária (ver aqui); Gestão de museus e património cultural em contexto comunitário (ver aqui) e Teatro comunitário (ver aqui). Todas as capacitações vão ser realizadas em Safende e os participantes serão selecionados de acordo com a ordem de inscrição prioritariamente os moradores.

Para si que és Safendense, faça a sua inscrição e contribua partilhando esta informação para que estas oportunidades sejam de conhecimento de outras pessoas que consideres que precisam também.

Lembre-se que a ACAS desde sempre optou por investir na capacitação para prover os moradores de competências e ferramentas para facilitar sua inclusão pessoal e social.

Redacção SO

Publicado por SAFENDEONLINE | 05:52


 A presença no dia 04 de janeiro da equipa constituída por Admilson e Keila (estagiária) no encontro semanal do Team Kazadamizadi é vista com bons olhos pois este sistema de trabalho valoriza a comunidade e aproxima de nós como um de nós.

Sabe se que esta opção de policiamento feita pelos guardas municipais, em que param para falar com os munícipes, a quem chamam pelo nome. Conhecem quase todos e, aparentemente, todos os conhecem também são a parte essencial do trabalho connosco enquanto munícipes.

O policiamento comunitário chegou a Safende em Março de 2019 tendo gerado bons resultados mas que conheceu fase mais baixa em 2020 também devido a pandemia (ver aqui!).

Recorde se que eles são agentes da autoridade, mas estão numa missão que prima pela diferença e pretende derrubar paradigmas. Ao contrário da versão tradicional da polícia e guarda, que basicamente só intervém quando solicitado ou em caso de transgressão, aqui o trabalho é contínuo e acontece a vários níveis. Acima de tudo, aqui identificam-se e resolvem-se os problemas que existem no bairro. Os agentes são problem solvers. Mas fazem-no sempre em conjunto e com o envolvimento da comunidade, servindo de elo entre esta e a Câmara Municipal da Praia (CMP).

A Associação Comunitária Amigos de Safende (ACAS), nasceu por vontade dos moradores e é aberta a todos os moradores do bairro de Safende. Vem trabalhando incansavelmente para o desenvolvimento do bairro procurando melhores condições de vida dos moradores a nível económico, profissional e desenvolvendo a educação e desde janeiro de 2020 vem actuando a partir da sua sede #kazaDamizadi, na emblemática Rua D´obra.

Redcção SO

Publicado por SAFENDEONLINE | 05:36

 

Ainda com olhar em 2020 as alegrias, as frustrações, bem como avanços e sonhos os participantes do encontro semanal que teve lugar as 10h do dia 04 de janeiro na #KazaDamizadi estiveram alinhados na necessidade de tornar este local numa verdadeira casa da comunidade aberta, disponível e propiciadora de oportunidades e ferramentas para desenvolvimento pessoas e colectiva dos Safendeses.

Estiveram presentes, além da equipa habitual, vários amigos como Adalberto “Tatan” Varela que falou do desejo de tornar realidade o projecto Embelezar Safende, Luis “Titi” Fernandes que se disponibilizou estar próximo para partilha de experiencia e competência no domínio particular da segurança comunitária e articulação com jovens, bem como a futura estagiária Edmeia Silva, com valência no acompanhamento escolar. 

Destaque ainda para a presença da equipa do Policiamento Comunitário numa retoma das actividades praticamente suspensas em 2020, que constitui grande mais valia para o bairro.



Do encontro fez se perspectiva para o ano 2021 e o mês de janeiro em particular que se celebra o primeiro aniversario da #KazaDamizadi estando previsto um momento de reconhecimento aos voluntários e parceiros que estiveram próximos do bairro em 2020 particularmente nos exigentes momentos da pandemia e da queda das chuvas. 

Ainda analisou-se o melhoria da parceria com o espaço aberto nomeadamente visita semanal dos técnicos para o acompanhamento escolar e a disponibilização da viatura comunitária para pequenos passeios semanais das crianças.

Muito entusiasmo, compromisso e esperança foram o denominador comum nos rostos que estiveram presentes.

Lembre-se que a Associação Comunitária Amigos de Safende (ACAS), nasceu por vontade dos moradores e é aberta a todos os moradores do bairro de Safende. Vem trabalhando incansavelmente para o desenvolvimento do bairro procurando melhores condições de vida dos moradores a nível económico, profissional e desenvolvendo a educação e desde janeiro de 2020 vem actuando a partir da sua sede #kazaDamizadi, na emblemática Rua D´obra.

Redacção SO